Ela se sentiu sensível e excitada desde o momento que acordou. Passou o dia com imagens sensuais, coisas provocantes e vontades contidas. Ao final do dia, decidiu que um banho a ajudaria a se sentir melhor e mais tranquila. Estava tirando suas roupas quando uma mensagem pra lá de ousada chega em seu celular. Era ele! Aquele que vive invadindo seus sonhos, fantasias e fetiches sem ser convidado. Namorado? Não! Em comum acordo, decidiram que não queriam isso. Algo maduro, já que são dois adultos independentes e de cabeça aberta.
Na mensagem dizia somente o trivial: "Vontade de ter você!"
Ela sorriu. Gostava do jeitinho sutil que ele a atiçava. E como a atiçava! Era simples e ao mesmo tempo tão íntimo. E isso a deixava encantada. Deixou seu celular no bolso do roupão branco que vestia e abriu o chuveiro. Teve o cuidado de prender seus cabelos e assim que entrou embaixo do chuveiro escutou outro som de mensagem chegando. Com seu corpo molhado, secando somente a mão, leu: "Pare o que está fazendo e venha ser minha! Eu sei que você também quer... estou esperando você!".Ela retornou ao chuveiro, já excitada com a força pedante com que ele a provocava. E pensando que o pior é que ele sabia exatamente como tê-la quando e onde quisesse. Tomou seu banho pensando nele. Pensando no toque das suas mãos. E em lampejos de tesão e desejo, suas próprias mãos se transformavam nas mãos dele. Percorriam colo, seios, barriga, cintura, pernas, coxas, virilha... Tinha vontade de se tocar. Pensar nele e na forma como a dominava psicologicamente a deixava excitada, cheia desejos e com o tesão à flor da pele. Ali mesmo, ainda no banho, decidiu que faria a vontade dele: iria parar tudo e ir ao seu encontro.
Saiu do banho sentindo-se excitada pela expectativa de vê-lo. Sabia dos gostos e provocações que o deixavam louco. Escolheu com muito cuidado o que vestir: Um corpete branco, tomara que caia, rico em detalhes, mas simples ao mesmo tempo. A calcinha, combinava com o corpete, com um pouco de brilho na parte da frente, pequena, de tiras nas laterais e minúscula atrás, ressaltando um bumbum empinado, com aquela leve penugem dourada de quem se expõe ao sol de tempos em tempos. Para completar o look, um jeans, claro, justo e de cintura baixa.
Nos bolsos de trás, pedrinhas brilhavam e ajudavam-na ficar ainda mais sensual. Como a noite não estava das mais quentes, vestiu um casaco que escondia toda a sensualidade daquele corpete branco e provocante e fechou o zíper até o pescoço, escondendo até mesmo o colarzinho que usava, e que morria à altura do meio de seus seios. Era um pingente que brilhava tanto quanto as pedrinhas dos bolsos do seu jeans, justo, claro e sexy. Calçava um scarpan preto, de salto agulha que a deixava com uma pose de mulher. Tirava sua imagem natural de menina, que seria ressaltada caso optasse por um tênis ou uma bota. Comum demais para ela neste instante. Queria mesmo era instigá-lo. Provocar. Seduzir. Fazer suas vontades pedidas nas mensagens. Complementos? Claro! Perfume entre os seios, nos lacinhos da calcinha, na parte interna das coxas. Brincos de argola prateados. Uma pulseira para acompanhar as pedrinhas do jeans e do pingente. E, o prato principal: ela mesma, com toda sua vontade de entrega e de se saciar.Passou em sua adega. Um vinho chileno e 2 taças. O suficiente para minutos que precedem o que mais se quer. Desceu do táxi, altiva, e de uma forma deslumbrante. Cabelos ao vento, arrumada, maquiagem marcante nos olhos. Lábios com um brilho sutil de gloss, suficientemente sexy para que seus lábios grossos e carnudos fossem notados. O porteiro do prédio, conhecido já há algum tempo, diz boa noite, comendo-a com os olhos. Ela responde com um sorriso, num misto de sensualidade, simpatia, educação e exalando feminilidade. Decide pelas escadas. Liga para ele do seu celular dizendo que está subindo degrau por degrau. Ele ouve, através do aparelho, o som das suas passadas e dos saltos, batendo no chão. Aquela cadência e ritmo o fazem imaginá-la de salto e ele sorri ao perceber que ela se preocupou em usar algo que ele gosta. Ela pede para ele que destranque a porta e que prepare algo para abrir o vinho que ela tem nas mãos e para que ele volte correndo e a espere na porta.
O frenesi ocorre em ambos quando ela vira deslumbrante e impecável, o último lance da escada e seus olhos claros se deparam com os dele enquanto ela sobe linda e em câmera lenta. Ele veste um jeans azul tradicional, camiseta hering branca e descalço, sorrindo para a imagem da mulher que é seu objeto desejo. Corre a mão pelos cabelos, ciente de que este gesto que ele ouviu em uma confidência dela, entre sussurros, a seduz profundamente e ele o faz justamente para provocá-la, com aquele sorriso delicioso, audacioso e atrevido.
Ela acaba de subir os últimos degraus sorrindo para ele. Aquela aparência de largado, descalço e barba por fazer, a faz suspirar de desejo. Aquele homem realmente mexia com todos os sentidos dela. Sente um arrepio subir por sua espinha quando ele simplesmente pousa a mão em sua cintura e lhe beija a face, esbarrando propositalmente o canto de seus lábios nos dela.
Ela entra. Ele deixou o apartamento à meia luz, iluminado somente por velas e ela percebe a ausência da mesa de centro no tapete da sala. Pousa então as taças pendentes em sua mão sobre o chão, agachando-se e sentando sobre suas próprias pernas. O tapete branco, felpudo, é um convite para simplesmente ignorar o sofá. Ela pede, olhando nos olhos de um jeito meigo e dengoso, que ele coloque algo para escutarem. Enquanto isso, ele a devora com os olhos. Abre o vinho e deixa a garrafa na mão dela, enquanto passa em direção ao som. Tudo em volta chama e aguça a sensualidade existente entre os dois. Pouca luz, muitas trocas de olhares, o vento que embala levemente as cortinas leves e que faz o mensageiro do vento e o filtro dos sonhos, pendurados na varanda, darem sinal de que estão ali testemunhando tudo que irá acontecer naquele local. Ele coloca algo calmo, para que possam se ouvir. Gostam de trilhas como Jack Johnson, que é a escolha dele e que a agrada muito naquele momento.
Não que necessariamente ele queira conversar, mas quer e precisa ouví-la.

Ao se sentar ao lado dela, pega em sua mão a taça com o vinho tinto, seco, escuro e brinda olhando-a nos olhos. Conversam com milhões de intenções nas entrelinhas de cada frase dita. Divertem-se juntos. Não se cobram nada. E isso torna o prazer da companhia algo saudável, agradável e sem culpas, deixando-os livres para simplesmente se curtirem. É ela quem avança o sinal. Mesmo sabendo que foi ele quem a chamou. Que foi ele quem cedeu primeiro. Que foi ele quem teve que pedir e quase suplicar a presença dela. Ela avança! E avança com firmeza. Como uma mulher que se conhece e que necessita cessar suas vontades. Seus olhos clamam pelos olhares dele. Suas mãos querem tocá-lo. Seu corpo inteiro pede para ser tomado e ela, num ímpeto de desejo e fúria, toma a taça de sua mão, pousando-a ao lado da sua, no chão. O empurra com carinho, com a mão espalmada sobre o centro do seu peito e o faz deitar e se apoiar sobre seus cotovelos. Ajoelhada então, de frente para ele, decide mostrar que sua vontade a levou a ser detalhista quando abriu as portas de seu guarda-roupa.
Olhando em seus olhos, abre vagarosamente o zíper de seu casaco, revelando a ele o corpete branco, justo, sensual, decotado e cheio de detalhes. Pendurado em seu pescoço, em meio aos seus cabelos soltos, a corrente com o pingente brilhante em formato de um gato. Ele olha para ela com o desejo de possuí-la e esta simples provocação de empurrá-lo e tirar seu casado o faz ter a atitude que ela mais queria: Ele a segura pelos quadris com a mão esquerda e segurando-a pelos cabelos da nuca trás sua boca até a dele, a envolvendo em um beijo quente, lento, provocante, intermediado por mordidas gostosas, sussurros onde não se entende nada e ao mesmo tempo se entende tudo. Ele a puxa pro chão, fazendo-a deitar de bruços e ágil e voraz, abre seu jeans e se deita sobre ela, entrando vagarosamente com a mão quente e voluntariosa por dentro de sua calcinha.
Fica louco ao perceber que sua veste de baixo é fina, delicada e pequena. Provocante. Tem certeza que ela escolheu pensando nas preferências dele. Numa tara louca se afasta e abaixa a calça dela até o meio de suas coxas, vislumbrando aquela calcinha branca, combinada com o corpete. Tudo é perfeito. A música, a visão daquela pele morena, o contraste com o branco, a mistura entre pureza e depravação, a malícia dela ao escolher aquelas peças provocantes para tirá-lo do sério. Ele se sentia o homem mais feliz do mundo por ter o poder de atrair para si uma fêmea que sabe o que quer, quando quer, como quer e o quanto quer. Sentia que naquele momento, ela era sua. Totalmente sua. E que ele era seu dono, seu macho, e iria se satisfazer ao se bel prazer utilizando daquele corpo quente, sedento, que pedia desesperadamente todas as formas de gozo.
Entorpecido pela imagem, pelo vinho, pela situação, ele se abaixa, afasta os cabelos da nuca daquela mulher, alvo de todos os seus desejos concentrados naquele instante. Pede baixinho, com carinho, quase como um menino que ela tire o jeans, a calcinha, mas deixe os saltos e que fique de quatro, para que possam se unir da forma mais gostosa, sensual, prazerosa e safada possível.
Ela se vira inteira, olhando nos olhos dele e acompanhando ele desviar o olhar para suas mãos, que atendem prontamente o pedido sussurrado da forma mais delirante e deliciosa no ouvido dela. Ele segue acompanhando o jeans e a calcinha que descem juntos, passando por um pé e depois pelo outro. A observa como quem vislumbra a mais bela obra de arte pintada pelo mais famoso e talentoso pintor. Ela se sente desejada, e isso a torna cada vez mais sexy e provocante para aquele homem que só com o olhar tem a capacidade de deixá-la zonza.
Ela atende ao seu pedido. Delicada, deitada sobre o tapete, vai subindo seus quadris, sentido a mão, respeitosa naquele momento, aguardando os movimentos dela, pousada em sua cintura, até que ela fica de quatro e através do olhar, e somente assim, o convida a penetrá-la, preenchê-la e iniciar o ato que os dois querem desde o momento que seus olhares se cruzaram na escada.Ele a toma como sua fêmea, encaixando carinhosamente e sedento, buscando saciar suas vontades e também as dela. Numa violência consentida, usa de força e carinho, doma a fera que existe nela e a faz a felina mais dócil e manhosa em suas mãos, através do prazer. Ela, sedenta de tais carinhos, corresponde, acompanhando-o no ritmo e na cadência que ele dita. Os corpos se envolvem, se tocam, se cheiram, se misturam. Tornam-se um só. Plenamente um único ser. Completo em todo seu desejo, fúria, ardência, tesão e necessidade. Num ritmo encontrado em senso comum, eles se movimentam e se saciam juntos, tornando essa dança em algo cada vez mais frenético e sensual, gostoso, prazeroso e quase impossível de ser interrompido.
E é num lampejo de espasmos e tremuras, suor e pegadas fortes, trazendo, cada um, o corpo do outro para si, que alcançam o clímax, o auge, o gozo, o orgasmo, o prazer máximo que eles, e somente eles, podem lhe proporcionar. Tremem juntos, gemem juntos, se pegam, se tocam, se beijam, ela virada para trás, lhe oferecendo os lábios intumescidos de tesão e recebidos com ardência pelos dele, sedentos, daquela boca que lhe enlouquece. Entregam-se ao prazer total, abraçados, unidos, ofegantes e certos de que o destino os fez estarem juntos ali naquele instante, naquele momento. Era o momento deles. Momento de mais uma entrega. E nenhum lugar no mundo seria mais certo de estarem, senão ali.
Exaustos, felizes e entre carinhos, beijos ardentes e aconchego, eles se entrelaçam, se abraçam e se deixam ser tomados pelo êxtase pós orgasmo, se deixando levar pela música que ainda toca as últimas faixas, pela iluminação fraca das velas que chegam ao final, pelo som distante do mensageiro do vento que balança lento na varanda e assim adormecem juntos, envolvidos em um misto de paz interior, satisfação pessoal, realização sexual, mas principalmente, embalados pela sensação de felicidade que poucas coisas nos proporciona, como o sexo, o gozo, o orgasmo e o prazer intenso.
Com tesão e prazer,
Mistéria!

Olha preciso admitir que este conto mexeu comigo, mexeu com meus sentimentos. Ando um homem solitário, e uma noite destas com uma mulher especial é tudo que desejo isto, ficaria muito feliz por ter apenas uma noite como esta.
ResponderExcluirVocê escreveu este conto com sentimento e por isto além de muito prazer conseguiu ir mais além, conseguiu tocar minha carência.
Falando técnicamente do conto, ele está realmente muito bom e destado a descrição perfeita da forma que a moça se vestiu e a forma com que descreveu como o rapaz estava vestido, isto valoriza muito o conto. Normalmente as pessoas não gostam de ler contos grandes na internet mas este seu você vai lendo, lendo e lendo e de repente se vê no final mas deixando aquele gostinho de "porque terminou?", é perfeito!
Estou muito feliz por você!!
Beijos
SrContos
Adorei o conto... leve... mas sensual... Acho que realmente, foi uma ótima idéia, uhmmm libertar aqueles "pensamentos marotos" colocando eles a disposição da libido alheia... rsrs... adorei... bjs
ResponderExcluirMano2009
huuummm. Delícia de conto, quero ver mais o seu fervor em palavras, quero sentir mais os seus sonhos em minha pele. Aguardo ansiosamente por mais devaneios seus.
ResponderExcluirBeijos